sábado, 13 de fevereiro de 2010

Navegar é preciso!!!





Uma das atividades do Curso de Tecnologias acessíveis era a exploração do sítio do NIEE/UFRGS para observar projetos em desenvolvimento ou já desenvolvidos pelos alunos especiais. Além disso a atividade sugeriu a navegação em outros sites sempre com o foco na educação especial. Como não podemos guardar as coisas boas só para nós, segue abaixo um pouquinho do que encontrei por aí.

Gente, que loucura! Quanta coisa boa estão fazendo por aí!
Navegar, realmente é preciso.








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Núcleo de Informática na Educação Especial - NIEE/UFRGS
www.niee.ufrgs.br

Projeto Contando histórias(2001) Projeto executado com alunos PNEs do Brasil, Portugal e Canadá. Foi elaborado um livro virtual com capítulos produzidos individualmente e colaborativamente entre os alunos dos três países. Fascinante, não pela idéia do livro em si, mas pela oportunidade da interação entre países, enriquecendo a todos e ainda pela linguagem. Vale a pena conferir.

Crônicas de Inês (2002) Site com boa literatura produzida pelos alunos e disponibilizada na web.

Plantas Medicinais (2001) Sítio elaborado por alunos que traz informações e figuras sobre plantas. Excelente trabalho, inclusive nos presenteia com receitinhas caseiras.

Dicionário Virtual de Inglês/Português: Achei o máximo, confiram, pois ele é interativo. A produção permite que o leitor entre com alguma colaboração.

Lendo o Jornal e Editando (2001): Jornal eletrônico que oportuniza contato com as informações da atualidade, desenvolvimento da competência linguistica e traz links para uma boa leitura de literatura produzida pelos colegas (alunos).



Caminhando Núcleo de Educação e Ação Social http://www.caminhando.org.br














Os Projetos sócio-educacionais do Caminhando são sequenciais, e têm como objetivo promover o desenvolvimento, capacitação e colocação profissional de jovens com deficiência no mercado de trabalho.

Projeto casulo: Primeira etapa do atendimento do "Caminhando" promove apoio pedagógico especializado a jovens de 13 a 15 anos, possibilitando a ampliação das condições cognitivas e sociais do educando de modo a inseri-lo, com maiores possibilidades, no âmbito escolar e social.

Projeto Alvorada: O projeto atende jovens na faixa etária de 16 a 30 anos, e atua na socialização e desenvolvimento das potencialidades de pessoas com deficiência e maior comprometimento físico e cognitivo.

Projeto caminheiro: O Caminheiro é o responsável pelo aprimoramento das capacidades do aluno para o ingresso no mercado de trabalho.

Projeto Horizonte: Viabiliza a inclusão social e econômica da pessoa com deficiência, encaminha e acompanha os jovens previamente capacitados pelo Caminhando, e que posteriormente serão colocados no mercado de trabalho.  Também é nesta etapa que ocorre a localização de postos de trabalho para a inserção do jovem capacitado pelo Caminheiro no mercado de trabalho.

Projeto Limiar: Responsável por facilitar a inclusão e permanência da pessoa com deficiência intelectual na empresa, visando diminuir as barreiras e dificuldades de sua aceitação no mercado de trabalho.



Construções Cooperativas e Colaborativas


Caros colegas internautas,




No Curso de Tecnologias Acessíveis da UFRGS interagimos, refletimos, crescemos e aprendemos sobre a temática da inclusão. Com base em leituras e diálogo oportunizados por ferramentas como e-mail e fórum, produzimos um texto colaborativo que socializo com os internautas interessados na temática.

Boa leitura!


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Reflexões sobre a Educação Inclusiva

Ângela Giovana Bertazzon da Rosa
Esther Engelman Machado
Josi Rosa de Oliveira
Luciano Luis Flores


Historicamente, temos observado o comportamento excludente para com pessoas com alguma limitação ou deficiência. Banimos e execramos os cidadãos que se distanciavam da chamada normalidade. Em outros momentos, a medicina os tratou como doentes e, em reclusão e uso de medicação, os conservava fora da sociedade. Em nossos dias, ainda encontramos famílias que mantêm o deficiente fora da sociedade, em um mundo particularizado, por preconceito ou por ignorância.

Atualmente, a sociedade brasileira vivencia um processo reivindicado há muitas décadas. Trata-se da inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais nas escolas (comuns) da rede regular de ensino.

Mas, ao refletirmos sobre este tema, muitas dúvidas surgem. Por exemplo, que conceito temos sobre deficiência e sobre inclusão? Como as escolas e os educadores entendem que deva ser esta inclusão? Como as famílias devem participar? Que adaptações físicas devem ser feitas? Como capacitar as pessoas que trabalham com esses alunos?

Pesquisadores que atuam em diversos países definem a inclusão como uma transformação na escola, uma reestruturação para atender a todo tipo de aluno: pessoas com deficiências físicas, mentais, sensoriais ou múltiplas e com qualquer grau de severidade dessas deficiências; homens e mulheres sem deficiências ou com características atípicas. Tendo como referência o princípio da igualdade de direitos e reconhecendo toda a diversidade existente entre os seres humanos, esses estudiosos reafirmam a educação como um bem comum e um direito de todos.

A Política Nacional Brasileira para a Educação Especial orienta os Sistemas de Ensino à elaboração de planos de educação em consonância com as diretrizes propostas pela Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Isso remete à inclusão da comunidade escolar (alunos, professores, gestores, pais ou responsáveis e demais profissionais) na elaboração do planejamento e execução de uma educação realmente inclusiva.

Espera-se a priorização da inclusão de crianças com deficiência e transtornos globais do desenvolvimento: a) na educação infantil, buscando a universalização do acesso; b) atendimento educacional especializado em consonância com as diretrizes da educação inclusiva, no contra-turno da escolarização, ampliando a carga horária diária; c) substituição das classes especiais por salas de recursos multifuncionais; d) transformar as escolas em centros especializados no atendimento, produção de materiais acessíveis e capacitação docente.

Outra abordagem são ações pró- inclusão são as experiências profissionais socializadas que contribuam para a produção de conhecimento, desenvolvimento de práticas inovadoras e fortalecimento do processo de inclusão escolar. A criação de redes de apoio à inclusão, com a colaboração de setores responsáveis pela saúde e assistência social, além de outros segmentos da sociedade, deve ser estimulada.

Percebemos que a realidade retrata uma situação que não é a ideal e, apesar de estarmos diante de um processo novo, somos informados e observamos por leituras e dados estatísticos que muitos alunos com necessidades especiais freqüentam espaços escolares e estão melhorando sua auto-estima.

A chegada desses alunos à escola é necessária para que educadores e comunidade escolar se mobilizem e a inclusão possa se consolidar.


REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria de Educação Especial. Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva. Brasília: 2007. Disponível em: http://teleduc.proinesp.ufrgs.br/cursos/diretorio/atividades_164_39//politica_nacional_edu_especial.pdf. Acesso em 21 jan. 2010.